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Audiência pública com moradores da Vila Autódromo

Por iniciativa de nosso mandato, por meio de requerimento à presidência da Comissão de Política Urbana, Habitação e Assuntos Fundiários, da qual fazemos parte, realizamos audiência pública sobre a Vila Autódromo na Alerj, no último dia 13 de agosto.

Ouvimos denúncias terríveis de moradores que sofreram ameaças verbais e físicas, tiveram suas casas destruídas, sem amparo legal, e a derrubada de árvores, devastando o meio ambiente, além da queixa geral da total omissão dos governos Sérgio Cabral e Pezão e o descumprimento da palavra do alcaide Eduardo Paes, que havia reconhecido o direito dos moradores de permanecerem no local.

Segundo moradores, a ameaça dos funcionários da prefeitura era curta e direta: “Ou você negocia agora ou vai sair sem nada.” Esse terror psicológico surtiu efeito em alguns casos. Com medo, os moradores não sucumbiram à pressão e venderam suas casas.

Outra denúncia grave é que a prefeitura está não só derrubando as casas como também deixando um verdadeiro cenário de terra arrasada em volta das moradias que ainda restam na comunidade. Escombros, poeira, derrubada de árvores, forte poluição, inclusive sonora, são alguns exemplos que vêm atormentando a vida dos moradores.

Tudo isso para favorecer os interesses imobiliários e dificultar ainda mais a vida de quem quer permanecer na comunidade. Afinal, como disse o empreiteiro Carvalho Hosken, parceiro da Prefeitura do Rio e da Odebretch  nos empreendimentos Olímpicos da Barra da Tijuca, pobre não pode morar ali.

Os moradores também reclamaram da total omissão do governo do estado, notadamente os governadores Cabral e Pezão. E perguntaram: “Para que serve o título de propriedade emitido há anos pelo governo estadual?”

 

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